quarta-feira, dezembro 21, 2005
segunda-feira, dezembro 19, 2005
a, b, c, d, e, ner.
A prender o que esqueci
escre ver.
Ou vindo o que li
livro.
-me
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quarta-feira, novembro 16, 2005
quinta-feira, agosto 11, 2005
domingo, junho 05, 2005
Janela para o mundo
Da janela, o mundo até parece o meu quintal
Viajar, no fundo é ver que é igual
O drama que mora em cada um de nós
Descobrir no longe o que já estava em nossas mãos
Minha vida brasileira é vida universal
É o mesmo sonho, é o mesmo amor
Traduzido para tudo o que de humano for
Olhar o mundo é conhecer
Tudo o que eu já teria de saber
ESTRANGEIRO EU NÃO VOU SER!!!!
CIDADÃO DO MUNDO EU SOU!!!!
Milton nNascimento e Fernando Brant
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Coração do Mato
Por um amor ingrato meu peito queimou
Foi um olho-de-gato que a chama da dor riscou
Que nem um fogo-fátuo a brasa se alastrou
Meu coração do mato então se incendiou
Depois da labareda meu peito secou
Mas em cada alameda um grão do pó do chão brotou
Veio o bicho da seda e fez renda de flor
E o coração vereda então reverdejou
Ah! Coração!
Sertão sem fim outra vez se encheu de cor
Floresceu dentro de mim
O pé de um novo amor...
Sérgio Santos / Paulo César pinheiro
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E agora rapaz?
Não vejo o sol
Não vejo a lua
não vejo os óio do meu amor
Ai qui dô!
Ai qui dô!
No outono floriu
No inverno esquentou
Na primavera sentiu
No verão esquentou
Quando quis dar por mim
Era noite demais
Era escuro demais
Era tarde demais
E agora, rapaz?
E agora, rapaz?
Dinho Caninana
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quinta-feira, junho 02, 2005
Pão e Poesia
Felicidade
É uma cidade pequenina,
É uma cidade pequenina,
É uma casinha, é uma colina,
Qualquer lugar que se ilumina
Quando agente quer amar.
Se a vida fosse trabalhar nessa oficina,
Fazer menino ou menina, edifícil a maracá
Virtude, vício, liberdade e precipício
Fazer pão, fazer comício, fazer gol e namorar
Se a vida fosse o meu desejo
Dar um beijo em teu sorriso, sem cansaço
E o portão do paraíso é teu abraço
Quando a fábrica apitar
Não há paisagem entre o pão e a poesia
Entre o Quero! e Não queria, entre a Terra e o luar
Não é na guerra, nem saudade, nem futuro
É o amorno pé do muro sem ninguém policiar
É a faculdade de sonhar,
É uma poesia que principia quando eu paro de pensar
Pensa na luta desigual. Na força bruta, meu amor.
Que te maltrata entre o almoço e o jantar
O lindo espaço entre a fruta e o caroço
Quando explode é um alvoroço que distrai o teu olhar
É a natureza onde eu apareço
Metade da tua mesma vontade escondida em outro olhar
E como o doce não esconde a tamarinda
Essa beleza só finda quando a outra começar
Vai ser bem feito nosso amor daquele jeito
Nesse dia feriado não precisa trabalhar
Pra não dizer que não falei da fantasia
Que acaricia o pensamento popular
O amor que fica entra a fala e atua boca
Nem mesmo apalavra mais louca
Consegue significar
Felicidade!
Morais Moreira / Fauto Nilo
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segunda-feira, fevereiro 21, 2005
cuidado!
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A cidade é moderna
dizia o cego a seu filho
Os olhos cheios de terra
O bonde fora dos trilhos
A aventura começa
no coração dos navios
Pensava o filho calado
pensava o filho ouvindo
Qua a cidade é moderna
pensava o filho sorrindo
Que era surdo e era mudo
Mas que falava e ouvia
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quarta-feira, fevereiro 16, 2005
Tô
Tô bem de baixo prá poder subir
Tô bem de cima prá poder cair
Tô dividindo prá poder sobrar
Disperdiçando prá poder faltar
Devagarinho prá poder caber
Bem de leve prá não perdoar
Tô estudando prá saber ignorar
Eu tô aqui comendo pra vomitar
Tô te explicando prá te confundir
Tô te confundindo prá te esclarecer
Tô iluminando pra te esclarecer
Tô iluminando prá poder cegar
Tô ficando cego prá poder guiar
Devagarinho prá poder rasgar
Olho fechado prá ver melhor
Com alegria prá poder chorar
Desesperado prá ter paciência
Carinhoso prá poder ferir
Lentamente prá não atrasar
Atrás da vida prá poder morrer
Eu tô me despedindo prá poder voltar
Tom Zé
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terça-feira, fevereiro 15, 2005
A rota do indivíduo
Mera luz
Que invade a tarde cinzenta
E algumas folhas deitam
sobre a estrada
Frio é o agazalho que esquenta
O coração gelado quando venta
movendo a água abandonada
Restos de sonho sobre um novo dia
Amores nos vagões, vagões nos trilhos
Parece que quem parte é a ferrovia
Que mesmo não te vendo te vigia
Como mãe...
Como mãe que dorme olhando os filhos
Com os olhos na estrada
E no mistério solitário da penugem
Vê-se a vida correndo, parada
Como se não existisse chegada
Na tarde distante ferrugem
Ou nada
Djavan
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